{"id":18766,"date":"2026-06-03T13:21:27","date_gmt":"2026-06-03T16:21:27","guid":{"rendered":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=18766"},"modified":"2026-06-03T13:21:27","modified_gmt":"2026-06-03T16:21:27","slug":"um-em-cada-quatro-brasileiros-nao-sabe-que-o-cancer-pode-ser-prevenido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=18766","title":{"rendered":"Um em cada quatro brasileiros n\u00e3o sabe que o c\u00e2ncer pode ser prevenido"},"content":{"rendered":"<p>Um em cada quatro brasileiros desconhece que o c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a que pode ser prevenida. A informa\u00e7\u00e3o faz parte do relat\u00f3rio Mais Dados Mais Sa\u00fade &#8211; Percep\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o brasileira sobre fatores de risco para o c\u00e2ncer, divulgada nesta quarta-feira (3). <\/p>\n<p>O estudo investigou de que forma a popula\u00e7\u00e3o percebe e se relaciona com alguns fatores de risco para o c\u00e2ncer como tabagismo, bebidas alco\u00f3licas, alimentos ultraprocessados e sedentarismo. <\/p>\n<p>De acordo com Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), s\u00e3o estimados 781 mil casos novos de c\u00e2ncer por ano no tri\u00eanio 2026\/2028. O volume representa aumento de 10,9% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior, impulsionado pelo envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e por h\u00e1bitos de vida.  <\/p>\n<p>A pesquisa \u00e9 a primeira edi\u00e7\u00e3o de abrang\u00eancia nacional que investiga o conhecimento dos brasileiros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer, incluindo o que pensam e fazem sobre o assunto. O estudo foi realizado pelas organiza\u00e7\u00f5es Umane e Vital Strategies, com apoio do Instituto Devive e parceria t\u00e9cnica do Inca. Foram entrevistadas 6,5 mil pessoas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.  <\/p>\n<p>Fatores de risco<br \/>\nEnquanto alguns h\u00e1bitos, como o fumo e a exposi\u00e7\u00e3o solar sem prote\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais percebidos pela popula\u00e7\u00e3o como perigosos, outros n\u00e3o s\u00e3o vistos como fatores de risco para o c\u00e2ncer. \u00c9 o caso do sedentarismo, por exemplo, que aparece nas \u00faltimas posi\u00e7\u00f5es dessa lista. Menos da metade dos brasileiros (48,3%) acha que a falta de atividade f\u00edsica favorece o desenvolvimento da doen\u00e7a.  <\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da Chefe da Divis\u00e3o de Pesquisa Populacional do Inca, Luciana Grucci Moreira, percebe-se uma melhora no Brasil em termos de percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, especialmente em compara\u00e7\u00e3o aos estudos internacionais.  <\/p>\n<p>O maior exemplo disso \u00e9 o fumo, que apresenta reconhecimento de fator de risco bastante elevado entre a popula\u00e7\u00e3o adulta brasileira: 90,5% disseram saber que fumar causa c\u00e2ncer. Os outros dois fatores com maior \u00edndice de percep\u00e7\u00e3o s\u00e3o heran\u00e7a gen\u00e9tica (89,4%) e exposi\u00e7\u00e3o solar excessiva (88,3%).  <\/p>\n<p>J\u00e1 outros fatores n\u00e3o s\u00e3o percebidos da mesma forma pela popula\u00e7\u00e3o como bebidas alco\u00f3licas, apontadas como fator de risco por 71,3%, bem como alimentos embutidos como presunto e salsicha (70,7%), e ultraprocessados como macarr\u00e3o instant\u00e2neo, salgadinhos e sorvete (65,6%). <\/p>\n<p>Para a especialista, a principal diferen\u00e7a para os distintos graus de percep\u00e7\u00e3o s\u00e3o pol\u00edticas p\u00fablicas e campanhas informativas, como as implementadas em rela\u00e7\u00e3o ao cigarro nas \u00faltimas d\u00e9cadas.  <\/p>\n<p>\u201cAdvert\u00eancias em embalagens, impostos para elevar o pre\u00e7o do tabaco, ambientes restritos de fumo. Ou seja, um conjunto de pol\u00edticas p\u00fablicas e muita campanha informativa, de comunica\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 foram desenvolvidas acerca do tabaco\u201d, compara.  <\/p>\n<p>Ela acredita que para ampliar a percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso avan\u00e7ar em a\u00e7\u00f5es semelhantes para os outros fatores de risco.  <\/p>\n<p>O estudo mostra, ainda, que a popula\u00e7\u00e3o desconhece que o aleitamento materno \u00e9 um fator de prote\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento do c\u00e2ncer de mama. A cada 10 entrevistados, 4 n\u00e3o sabiam dessa informa\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p>\u201cA mulher que amamenta tem uma prote\u00e7\u00e3o maior contra o c\u00e2ncer de mama quando comparada com aquela mulher que n\u00e3o tem oportunidade de amamentar\u201d. <\/p>\n<p>Obesidade<br \/>\nJ\u00e1 o sobrepeso e a obesidade s\u00e3o conhecidos como fator de risco para o c\u00e2ncer por apenas 54,1% da popula\u00e7\u00e3o. O mesmo ocorre em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de bebidas ado\u00e7adas (refrigerantes), baixa ingest\u00e3o de frutas e verduras e o sedentarismo, que s\u00e3o associados ao c\u00e2ncer por somente 55,3%, 53,3% e 48,3% dos adultos brasileiros, respectivamente. A carne vermelha \u00e9 reconhecida como item que aumenta a chance de desenvolver c\u00e2ncer por menos de tr\u00eas em cada dez brasileiros, ou 27,5%. <\/p>\n<p>\u201cLembrando que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a informa\u00e7\u00e3o que \u00e9 determinante para uma escolha alimentar. Existem outras quest\u00f5es como o acesso ao alimento, renda, pre\u00e7o dos alimentos, marketing. A gente precisa avan\u00e7ar em outras pol\u00edticas p\u00fablicas tamb\u00e9m conjuntamente para promover n\u00e3o s\u00f3 essa percep\u00e7\u00e3o, como a melhora das escolhas mais saud\u00e1veis por parte da popula\u00e7\u00e3o\u201d, defende. <\/p>\n<p>Ela refor\u00e7a a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas para prevenir fatores ambientais e comportamentais que aumentam a chance de se desenvolver um c\u00e2ncer, como por exemplo a atividade f\u00edsica e a alimenta\u00e7\u00e3o adequada.  <\/p>\n<p>Fonte:portalcantu.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um em cada quatro brasileiros desconhece que o c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a que pode ser prevenida. A informa\u00e7\u00e3o faz parte do relat\u00f3rio Mais Dados Mais Sa\u00fade &#8211; Percep\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o brasileira sobre fatores de risco para o c\u00e2ncer, divulgada nesta quarta-feira (3). 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