{"id":18550,"date":"2026-05-08T15:56:29","date_gmt":"2026-05-08T18:56:29","guid":{"rendered":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=18550"},"modified":"2026-05-08T15:56:29","modified_gmt":"2026-05-08T18:56:29","slug":"renda-media-das-familias-chega-a-r-2-264-e-e-recorde-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=18550","title":{"rendered":"Renda m\u00e9dia das fam\u00edlias chega a R$ 2.264 e \u00e9 recorde em 2025"},"content":{"rendered":"<p>O rendimento m\u00e9dio mensal das fam\u00edlias brasileiras chegou a R$ 2.264 por pessoa em 2025. Esse valor representa crescimento real \u2013 j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o \u2013 de 6,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2024. \u00c9 tamb\u00e9m o maior j\u00e1 apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad), iniciada em 2012.<\/p>\n<p>O dado de 2025 representa o quarto ano seguindo de alta no rendimento dos domic\u00edlios, segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), no Rio de Janeiro. <\/p>\n<p>Veja o comportamento do rendimento m\u00e9dio mensal por pessoa nos \u00faltimos anos:<\/p>\n<p>Ano              \tValor em reais<br \/>\n2019\tR$ 1.904 (antes da pandemia)<br \/>\n2020\tR$ 1.820<br \/>\n2021\tR$ 1.692<br \/>\n2022\tR$ 1.809<br \/>\n2023\tR$ 2.018<br \/>\n2024\tR$ 2.118<br \/>\n2025\tR$ 2.264 (recorde)<br \/>\nPara consolidar o c\u00e1lculo, o IBGE apura os valores de todos os rendimentos recebidos pelos integrantes das fam\u00edlias e divide pelo n\u00famero de moradores do domic\u00edlio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de sal\u00e1rios e b\u00f4nus, entram na conta aposentadoria, pens\u00e3o aliment\u00edcia, benef\u00edcio social, bolsa de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplica\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p> O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, explica que o trabalho tem peso \u201cmuito grande\u201d no aumento do rendimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO valor foi puxado, em boa parte, pelo rendimento do trabalho.\u201d<\/p>\n<p>O especialista lembra ainda que o Brasil vivenciou n\u00edveis m\u00ednimos de desemprego no ano passado, al\u00e9m de reajustes anuais do sal\u00e1rio-m\u00ednimo.<\/p>\n<p>Diferen\u00e7as pelo pa\u00eds<br \/>\nA pesquisa traz informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s unidades da Federa\u00e7\u00e3o. O Distrito Federal e estados do Sul e Sudeste lideram o ranking do rendimento domiciliar per capita:<\/p>\n<p>Unidade da Federa\u00e7\u00e3o<br \/>\nRendimento<\/p>\n<p>Distrito Federal\tR$ 4.401<br \/>\nS\u00e3o Paulo\tR$ 2.862<br \/>\nRio Grande do Sul\tR$ 2.772<br \/>\nSanta Catarina\tR$ 2.752<br \/>\nRio de Janeiro\tR$ 2.732<br \/>\nParan\u00e1\tR$ 2.687<br \/>\nNas piores posi\u00e7\u00f5es aparecem Cear\u00e1 (R$ 1.379), Acre (R$ 1.372) e Maranh\u00e3o (R$ 1.231).<\/p>\n<p>Por regi\u00e3o, o maior valor pertence ao Sul (R$ 2.734), seguido do Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669). Os menores rendimentos s\u00e3o do Nordeste (R$ 1.470) e Norte (R$ 1.558).<\/p>\n<p>Trabalho e outras fontes<br \/>\nSegundo a pesquisa, 75,1% do rendimento m\u00e9dio mensal v\u00eam do trabalho e 24,9%, das chamadas \u201coutras fontes\u201d.<\/p>\n<p>Ao detalhar os rendimentos que n\u00e3o decorrem do trabalho, o IBGE mostra que a maior parte corresponde \u00e0 aposentadoria e pens\u00e3o, com 16,4%. Programas sociais aparecem na sequ\u00eancia, com 3,5%; seguidos de aluguel e arrendamento (2,1%), outros (2%) e pens\u00e3o aliment\u00edcia, doa\u00e7\u00e3o e mesada de n\u00e3o morador (0,9%).<\/p>\n<p>Nordeste<br \/>\nAo observar a origem do rendimento, o IBGE aponta que o Nordeste est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia nacional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parcela que vem do trabalho; e acima em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parcela de outras fontes.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o, 67,4% do rendimento v\u00eam de trabalho. As outras fontes respondem por 32,6% do or\u00e7amento das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Enquanto na m\u00e9dia do pa\u00eds as aposentadorias e pens\u00f5es representam 16,4% do rendimento, no Nordeste a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 20,4%. Quando a origem \u00e9 programa social do governo, a parcela do Nordeste chega a 8,8% \u2013 a maior do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Renda individual<br \/>\nA Pnad detalhou tamb\u00e9m informa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre a renda dos brasileiros, com dados individuais, sem dividir pelo n\u00famero de pessoas que formam a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Em 2025, o Brasil tinha 212,7 milh\u00f5es de pessoas, sendo 143 milh\u00f5es com algum tipo de rendimento, o que representa 67,2% da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 o maior n\u00edvel j\u00e1 registrado, superando o recorde que pertencia a 2024 \u2013 140 milh\u00f5es e 66,3%, respectivamente.<\/p>\n<p>A parcela de brasileiros com rendimento do trabalho alcan\u00e7ou 47,8% da popula\u00e7\u00e3o, e dos que receberam alguma outra fonte, 27,1%. As duas marcas s\u00e3o recorde.<\/p>\n<p>Nesse segundo grupo, aposentadoria e pens\u00e3o previdenci\u00e1ria eram a fonte de rendimento mais comum, representando 13,8% da popula\u00e7\u00e3o, maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Em 2012, 11,7% das pessoas recebiam dinheiro de aposentadorias e pens\u00e3o.<\/p>\n<p>O analista Gustavo Fontes atribui o crescimento dessa parcela a uma quest\u00e3o demogr\u00e1fica. \u201cIsso reflete, sobretudo, o envelhecimento populacional.\u201d<\/p>\n<p>Os brasileiros que recebiam programa social do governo, como o Bolsa Fam\u00edlia, eram 9,1% \u2013 levemente abaixo do ano anterior (9,2%), mas em n\u00edvel superior ao observado no per\u00edodo pr\u00e9-pandemia. Em 2019, 6,3% recebiam benef\u00edcios.<\/p>\n<p>Fonte:portalcantu.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rendimento m\u00e9dio mensal das fam\u00edlias brasileiras chegou a R$ 2.264 por pessoa em 2025. 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