{"id":18384,"date":"2026-04-14T15:15:39","date_gmt":"2026-04-14T18:15:39","guid":{"rendered":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=18384"},"modified":"2026-04-14T15:15:39","modified_gmt":"2026-04-14T18:15:39","slug":"desinformacao-sobre-cancer-de-pele-afeta-diagnostico-diz-instituicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=18384","title":{"rendered":"Desinforma\u00e7\u00e3o sobre c\u00e2ncer de pele afeta diagn\u00f3stico, diz institui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer afirmam que os bancos de dados oficiais sobre a doen\u00e7a no Brasil carecem de informa\u00e7\u00f5es relevantes para o diagn\u00f3stico precoce e o tratamento da doen\u00e7a que, s\u00f3 em 2023, matou a 5.588 pessoas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ao analisar dados dos Registros Hospitalares de C\u00e2ncer (RHC), do Integrador dos Registros Hospitalares de C\u00e2ncer (IRHC) e do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade, epidemiologistas e estat\u00edsticos da institui\u00e7\u00e3o identificaram lacunas consideradas relevantes na defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o. Entre elas, a falta de informa\u00e7\u00f5es sobre ra\u00e7a e cor da pele (mais de 36% dos casos) e escolaridade (cerca de 26%) dos pacientes.<\/p>\n<p>\u201cAs informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes em um pa\u00eds como o nosso, onde a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta \u00e9 muito alta ou extremamente alta&#8221;, afirma, em nota, o epidemiologista Alfredo Scaff, coordenador do estudo.<\/p>\n<p>Segundo Scaff, os dados podem direcionar a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e at\u00e9 auxiliar na detec\u00e7\u00e3o e no tratamento precoces do c\u00e2ncer de pele, contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico tardio.<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Sudeste (ES, MG, RJ e SP) foi a que apresentou maior percentual de falta de informa\u00e7\u00f5es sobre ra\u00e7a\/cor da pele, tanto para casos de c\u00e2ncer de pele n\u00e3o melanoma (66,4%) quanto para o mais grave, por\u00e9m mais raro, o melanoma (68,7%).<\/p>\n<p>\u201cEssa incompletude limita an\u00e1lises mais precisas sobre desigualdades raciais.\u201d<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Centro-Oeste (DF, GO, MS e MT) foi a que apresentou o maior percentual de falta de informa\u00e7\u00e3o sobre escolaridade, tanto em casos de c\u00e2ncer n\u00e3o melanoma (74%) quanto do tipo melanoma (67%).<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca), o c\u00e2ncer de pele \u00e9 o mais comum no Brasil.<\/p>\n<p>Os principais tipos s\u00e3o os carcinomas basocelular (que atinge as c\u00e9lulas basais, localizadas na camada mais superficial da pele) e espinocelular (que se desenvolve nas chamadas c\u00e9lulas escamosas, tamb\u00e9m localizadas na epiderme). J\u00e1 o melanoma, que se origina nos melan\u00f3citos (c\u00e9lulas produtoras de melanina), \u00e9 menos frequente, mas apresenta maior agressividade e potencial de dissemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Inca estima que, entre 2026 e 2028, devem ser registrados, anualmente, cerca de 263.282 novos casos de c\u00e2ncer de pele n\u00e3o melanoma e 9.360 de c\u00e2ncer melanoma. A previs\u00e3o \u00e9 que a maioria seja identificada na regi\u00e3o Sul (PR, RS e SC) que, em 2024, apresentou as mais elevadas taxas de mortalidade por c\u00e2ncer de pele melanoma, sobretudo entre homens.<\/p>\n<p>Estudo<br \/>\nCom base em dados oficiais do Inca, a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer aponta, em estudo divulgado hoje (14), que, entre 2014 e 2023, foram registrados 452.162 casos de c\u00e2ncer de pele no Brasil.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a \u00e9 mais comum entre pessoas a partir dos 50 anos de idade. O c\u00e2ncer de pele n\u00e3o melanoma vitima mais os homens, enquanto o do tipo melanoma afeta homens e mulheres indistintamente, em todas as regi\u00f5es.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ultravioleta \u00e9 o principal fator de risco para todos os tipos de c\u00e2ncer de pele. O perigo varia conforme a cor da pele, sendo maior em indiv\u00edduos de pele clara, e depende da intensidade e do padr\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o solar. Outros fatores est\u00e3o relacionados ao hist\u00f3rico familiar da doen\u00e7a, presen\u00e7a de pintas benignas com apar\u00eancia irregular (nevos displ\u00e1sicos); m\u00faltiplos e hist\u00f3rico de queimaduras solares intensas e fatores de risco ocupacionais e ambientais, como a exposi\u00e7\u00e3o a alguns produtos.<\/p>\n<p>\u201cComo a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta \u00e9 o principal fator de risco para o c\u00e2ncer de pele, logo v\u00eam \u00e0 mente das pessoas duas coisas: praia e protetor solar, mas esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico meio de risco e prote\u00e7\u00e3o\u201d, alerta Scaff.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 priorit\u00e1rio pensarmos que pessoas que trabalham ao ar livre t\u00eam grande risco de desenvolver o c\u00e2ncer de pele, como garis, policiais, trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil e da agricultura, entre outros. O agro \u00e9 muito forte no Brasil. Portanto, temos que pensar no protetor solar, mas tamb\u00e9m nos demais equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, como blusas, chap\u00e9us e at\u00e9 \u00f3culos com prote\u00e7\u00e3o UV\u201d, disse.<\/p>\n<p>O pesquisador destacou ainda o risco da exposi\u00e7\u00e3o a fontes artificiais, como c\u00e2meras de bronzeamento.<\/p>\n<p>\u201cUma exposi\u00e7\u00e3o intensa e intermitente, especialmente com queimaduras solares na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, aumenta o risco de melanoma, enquanto a exposi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica est\u00e1 mais associada aos c\u00e2nceres de pele n\u00e3o melanoma.\u201d<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Brasil entrou em contato com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que ainda est\u00e1 analisando os resultados da pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer, e aguarda uma manifesta\u00e7\u00e3o. Clique aqui para acessar o estudo completo.<\/p>\n<p> Fonte:portalcantu.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer afirmam que os bancos de dados oficiais sobre a doen\u00e7a no Brasil carecem de informa\u00e7\u00f5es relevantes para o diagn\u00f3stico precoce e o tratamento da doen\u00e7a que, s\u00f3 em 2023, matou a 5.588 pessoas no pa\u00eds. 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