{"id":18170,"date":"2026-03-23T13:59:23","date_gmt":"2026-03-23T16:59:23","guid":{"rendered":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=18170"},"modified":"2026-03-23T13:59:23","modified_gmt":"2026-03-23T16:59:23","slug":"marco-azul-exames-para-rastrear-cancer-de-intestino-triplicam-no-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=18170","title":{"rendered":"Mar\u00e7o Azul: exames para rastrear c\u00e2ncer de intestino triplicam no SUS"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de exames para detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer de intestino realizados via Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) triplicou ao longo da \u00faltima d\u00e9cada. Os dados fazem parte de levantamento feito no \u00e2mbito da campanha Mar\u00e7o Azul e mostram que tanto a pesquisa de sangue oculto nas fezes quanto as colonoscopias registraram expans\u00e3o significativa na rede p\u00fablica de sa\u00fade.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, entre 2016 e 2025, a pesquisa de sangue oculto nas fezes passou de 1.146.998 para 3.336.561 exames realizados no SUS \u2013 crescimento de aproximadamente 190%. J\u00e1 as colonoscopias aumentaram de 261.214 para 639.924 procedimentos no mesmo per\u00edodo \u2013 avan\u00e7o de cerca de 145%.<\/p>\n<p>Em 2025, o maior volume de pesquisas de sangue oculto nas fezes foi registrado no estado de S\u00e3o Paulo, com 1.174.403 exames, seguido por Minas Gerais, com 693.289, e Santa Catarina, com 310.391. Na outra ponta, os menores n\u00fameros ocorreram no Amap\u00e1, com 1.356 exames, no Acre, com 1.558, e em Roraima, com 2.984.<\/p>\n<p>An\u00e1lise<br \/>\nPara o presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Eduardo Guimar\u00e3es Hourneaux, o cen\u00e1rio est\u00e1 associado ao avan\u00e7o de estrat\u00e9gias de conscientiza\u00e7\u00e3o e \u00e0 maior mobiliza\u00e7\u00e3o promovida por entidades m\u00e9dicas no pa\u00eds. \u201cA campanha Mar\u00e7o Azul tem transformado o medo em atitude e esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA cada ano, mais pessoas deixam de adiar o cuidado com a sa\u00fade do intestino e procuram os servi\u00e7os de sa\u00fade para realizar exames, o que se reflete em um aumento expressivo de colonoscopias e testes de rastreamento justamente durante o m\u00eas de mar\u00e7o.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ele, esse movimento n\u00e3o acontece por acaso: &#8220;\u00c9 fruto do compromisso de autoridades municipais, estaduais e federais, que abra\u00e7aram a causa, iluminaram pr\u00e9dios, organizaram mutir\u00f5es e levaram a mensagem de preven\u00e7\u00e3o para as ruas, escolas e unidades de sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p>Casos recentes<\/p>\n<p>O m\u00e9dico lembra que fatos p\u00fablicos, como o adoecimento e a morte de pessoas p\u00fablicas em decorr\u00eancia da doen\u00e7a, trazem o assunto para conversas di\u00e1rias e ajudam a levantar d\u00favidas nas pessoas a partir de sinais e sintomas que devem ser avaliados em exames.<\/p>\n<p>Numa an\u00e1lise preliminar feita pela campanha, \u00e9 poss\u00edvel perceber, por exemplo, que a trajet\u00f3ria da doen\u00e7a enfrentada pela cantora Preta Gil coincide com uma evolu\u00e7\u00e3o nos n\u00fameros dos exames de diagn\u00f3stico. Entre a divulga\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico da artista, em 2023, e a morte dela, dois anos depois, o total de pesquisas de sangue oculto nas fezes cresceu 18% no SUS, enquanto o volume de colonoscopias cresceu 23%.<\/p>\n<p>\u201cAo tornarem p\u00fablico o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de intestino, diversas pessoas famosas ajudaram a transformar a pr\u00f3pria dor em alerta para milh\u00f5es de outras pessoas. Nomes como Preta Gil, Chadwick Boseman, Roberto Dinamite e outros passaram a falar abertamente sobre sintomas, tratamento e, sobretudo, sobre a import\u00e2ncia de n\u00e3o adiar a investiga\u00e7\u00e3o quando algo n\u00e3o vai bem\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ele destaca que cada entrevista, postagem ou depoimento dessas personalidades funciona como lembrete poderoso de que o c\u00e2ncer de intestino pode atingir qualquer pessoa, mas que a chance de cura \u00e9 muito maior quando a doen\u00e7a \u00e9 descoberta cedo.<\/p>\n<p>Campanha<br \/>\nPromovida nacionalmente desde 2021, a campanha Mar\u00e7o Azul \u00e9 organizada pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e pela Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Gastroenterologia (FBG).<\/p>\n<p>Este ano, a iniciativa conta ainda com o apoio institucional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), al\u00e9m de outras sociedades de especialidades m\u00e9dicas.<\/p>\n<p>A estimativa do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) \u00e9 que as mortes prematuras (antes dos 70 anos) por c\u00e2ncer de intestino devem aumentar at\u00e9 2030, tanto entre homens quanto entre mulheres. A proje\u00e7\u00e3o cita n\u00e3o apenas o envelhecimento populacional, mas tamb\u00e9m ao crescimento da incid\u00eancia da doen\u00e7a entre jovens, o diagn\u00f3stico tardio e a baixa cobertura de exames de rastreamento.<\/p>\n<p> Fonte:portalcantu.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de exames para detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer de intestino realizados via Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) triplicou ao longo da \u00faltima d\u00e9cada. 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