{"id":17690,"date":"2025-12-22T17:33:02","date_gmt":"2025-12-22T19:33:02","guid":{"rendered":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=17690"},"modified":"2025-12-22T17:33:02","modified_gmt":"2025-12-22T19:33:02","slug":"ciclones-tornados-ou-furacoes-simepar-explica-a-diferenca-entre-os-fenomenos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=17690","title":{"rendered":"Ciclones, tornados ou furac\u00f5es: Simepar explica a diferen\u00e7a entre os fen\u00f4menos"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a passagem de tr\u00eas tornados no in\u00edcio de novembro pelo Paran\u00e1, ocasionando mortes e preju\u00edzos em 11 munic\u00edpios, fen\u00f4menos de grande impacto como este despertaram a curiosidade da popula\u00e7\u00e3o. Como diferenciar um tornado, de um ciclone, de um furac\u00e3o? A explica\u00e7\u00e3o vem da equipe de meteorologia do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paran\u00e1 (Simepar). <\/p>\n<p>A principal diferen\u00e7a entre os ciclones e os tornados est\u00e1 no tamanho e no tempo de dura\u00e7\u00e3o. \u201cOs ciclones s\u00e3o sistemas atmosf\u00e9ricos de baixa press\u00e3o, caracterizados por ventos que giram em espiral em torno de um centro. Essa rota\u00e7\u00e3o ocorre no sentido hor\u00e1rio no Hemisf\u00e9rio Sul, devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de Coriolis, que \u00e9 o efeito da rota\u00e7\u00e3o da Terra sobre a movimenta\u00e7\u00e3o do ar\u201d, conta J\u00falia Munhoz, meteorologista do Simepar.<\/p>\n<p>Em um ciclone, o ar tende a subir no centro, favorecendo a forma\u00e7\u00e3o de nuvens e chuva. S\u00e3o fen\u00f4menos de grande escala, capazes de alcan\u00e7ar centenas ou at\u00e9 milhares de quil\u00f4metros (o tamanho de um estado, por exemplo). Eles podem se formar por diferentes processos: alguns dependem do encontro entre massas de ar quente e frio, enquanto outros surgem em ambientes muito quentes e \u00famidos, alimentados pela energia liberada durante a forma\u00e7\u00e3o de nuvens.<\/p>\n<p>\u201cOs ciclones s\u00e3o muito frequentes na Am\u00e9rica do Sul. Como exemplo, toda frente fria que avan\u00e7a \u00e9 associada a um ciclone. Eles podem perdurar por v\u00e1rios dias\u201d, ressalta J\u00falia. H\u00e1 v\u00e1rios tipos de ciclones, e a classifica\u00e7\u00e3o depende do comportamento da temperatura com a altitude, e do local de forma\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>EXTRATROPICAIS &#8211; Os ciclones extratropicais aparecem principalmente em latitudes m\u00e9dias, onde \u00e9 comum o encontro entre ar quente e ar frio. \u201cEsse contraste cria frentes frias e quentes, que organizam o ciclone e conferem uma estrutura mais alongada e irregular. Esse tipo de ciclone costuma formar sistemas frontais que provocam mudan\u00e7as no tempo, com chuva e ventos fortes e posterior queda de temperatura\u201d, explica J\u00falia. Os ciclones extratropicais se formam com maior frequ\u00eancia sobre o oceano, na altura do litoral uruguaio e ga\u00facho.<\/p>\n<p>SUBTROPICAIS &#8211; J\u00e1 os ciclones subtropicais t\u00eam caracter\u00edsticas intermedi\u00e1rias: formam-se sobre o oceano, em \u00e1reas de temperatura moderada. \u201cParte do sistema \u00e9 mais quente e \u00famida pr\u00f3xima ao centro, enquanto outra parte recebe influ\u00eancia de ar mais frio em n\u00edveis mais altos. O resultado \u00e9 um ciclone parcialmente sim\u00e9trico, mas n\u00e3o t\u00e3o organizado quanto um ciclone tropical\u201d, conta J\u00falia. Os ciclones subtropicais s\u00e3o pouco frequentes no Sul do Brasil.<\/p>\n<p>TROPICAIS &#8211; Tamb\u00e9m existem os ciclones tropicais. Eles se desenvolvem sobre \u00e1guas quentes, que fornecem calor e umidade para alimentar tempestades profundas. \u201cEsses sistemas s\u00e3o mais sim\u00e9tricos, com um centro bem definido e um n\u00facleo quente em altitude. Quando alcan\u00e7am ventos muito fortes, recebem diferentes nomes conforme a regi\u00e3o do planeta: furac\u00e3o no Atl\u00e2ntico Norte e Pac\u00edfico Nordeste, tuf\u00e3o no Pac\u00edfico Noroeste e ciclone tropical severo em partes do \u00cdndico e Pac\u00edfico Sul\u201d, informa a meteorologista.<\/p>\n<p>Apesar das varia\u00e7\u00f5es de nomenclatura, furac\u00f5es, tuf\u00f5es e ciclones tropicais intensos s\u00e3o essencialmente o mesmo fen\u00f4meno, nomeados de acordo com a bacia oce\u00e2nica onde ocorrem. Devido \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de temperaturas n\u00e3o costumam se formar sobre o Atl\u00e2ntico Sul, que tem \u00e1guas mais frias. <\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, o \u00fanico furac\u00e3o nesta regi\u00e3o foi o Catarina, em mar\u00e7o de 2004, que impactou diretamente o litoral norte do Rio Grande do Sul, o litoral sul de Santa Catarina, e causou ventos de mais de 180km\/h em superf\u00edcie no litoral paranaense, de forma constante, por algumas horas. <\/p>\n<p>TORNADOS &#8211; J\u00e1 os tornados, s\u00e3o fen\u00f4menos muito menores e extremamente concentrados. Eles geralmente se originam de tempestades severas, especialmente superc\u00e9lulas, que possuem uma regi\u00e3o de rota\u00e7\u00e3o interna, denominada de mesociclone. <\/p>\n<p>\u201cO tornado se forma quando essa rota\u00e7\u00e3o se intensifica e se estende at\u00e9 o solo. Embora seus ventos possam superar os de um furac\u00e3o, os tornados t\u00eam dimens\u00f5es muito reduzidas \u2014 normalmente centenas de metros a poucos quil\u00f4metros \u2014 e duram poucos minutos. Seus impactos s\u00e3o altamente localizados, enquanto os ciclones podem afetar regi\u00f5es inteiras durante v\u00e1rios dias\u201d, ressalta J\u00falia.<\/p>\n<p>Na imagem a esquerda, o quadrado branco destacando uma superc\u00e9lula vista atrav\u00e9s do sat\u00e9lite GOES-19. Esta superc\u00e9lula est\u00e1 embebida no ramo de uma frente fria que est\u00e1 associada a um ciclone extratropical. J\u00e1 na imagem a direita \u00e9 a vis\u00e3o ampliada da superc\u00e9lula, vista pela refletividade do radar meteorol\u00f3gico do Simepar. Nesta ocasi\u00e3o, o tornado \u00e9 apenas uma \u00e1rea pequena da superc\u00e9lula. Imagem de sat\u00e9lite, fonte: CPTEC \/ INPE. Imagem de radar, fonte: Simepar. <\/p>\n<p>Os tornados s\u00e3o mais propensos a se formar na regi\u00e3o Centro-Sul da Am\u00e9rica do Sul, especialmente no oeste dos estados do Sul do Brasil, o que representa cerca de 70% das ocorr\u00eancias de tornados no pa\u00eds. \u201cEssa maior propens\u00e3o est\u00e1 relacionada, em grande parte, ao papel da Cordilheira dos Andes, que atua como uma barreira topogr\u00e1fica canalizando o escoamento de noroeste em n\u00edveis m\u00e9dios da atmosfera (por volta de 1.500 metros). Esse escoamento canalizado transporta grande quantidade de umidade da Amaz\u00f4nia e o para o Centro-Sul do continente, favorecendo um ac\u00famulo de umidade sobre a Regi\u00e3o Sul do Brasil\u201d, explica Samuel Braun, meteorologista do Simepar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, essa regi\u00e3o tem a frequente influ\u00eancia da passagem de sistemas frontais, especialmente frentes frias, que introduzem massas de ar com caracter\u00edsticas muito distintas. O encontro entre ar quente e \u00famido e ar frio aumenta a instabilidade atmosf\u00e9rica e intensifica o contraste t\u00e9rmico.<\/p>\n<p>\u201cEsse contraste contribui para a acelera\u00e7\u00e3o dos ventos com a altura, gerando cisalhamento vertical do vento. Esse mecanismo cria rota\u00e7\u00e3o horizontal no escoamento do ar. Quando essa rota\u00e7\u00e3o \u00e9 incorporada a uma corrente ascendente intensa \u2014 t\u00edpica de tempestades severas \u2014 o tubo de ar em rota\u00e7\u00e3o \u00e9 inclinado e verticalizado, podendo originar a estrutura rotativa caracter\u00edstica de tornados associados a superc\u00e9lulas\u201d, afirma Samuel.<\/p>\n<p> Fonte:portalcantu.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a passagem de tr\u00eas tornados no in\u00edcio de novembro pelo Paran\u00e1, ocasionando mortes e preju\u00edzos em 11 munic\u00edpios, fen\u00f4menos de grande impacto como este despertaram a curiosidade da popula\u00e7\u00e3o. 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