{"id":17331,"date":"2025-10-30T17:14:58","date_gmt":"2025-10-30T19:14:58","guid":{"rendered":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=17331"},"modified":"2025-10-30T17:14:58","modified_gmt":"2025-10-30T19:14:58","slug":"avanco-da-colheita-do-trigo-aponta-para-safra-com-recorde-de-produtividade-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=17331","title":{"rendered":"Avan\u00e7o da colheita do trigo aponta para safra com recorde de produtividade no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>A colheita do trigo segue em ritmo acelerado no Paran\u00e1 e deve confirmar um recorde hist\u00f3rico de produtividade, mesmo diante das dificuldades impostas pelas chuvas durante o ciclo.<\/p>\n<p>A soja, com 5,77 milh\u00f5es de hectares plantados, se consolida como a principal cultura do Estado, e o milho teve um ganho significativo de \u00e1rea de cerca de 20%. Esses s\u00e3o os destaques do Boletim de Safra do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) divulgado nesta quinta-feira (30). Os dados s\u00e3o da atualiza\u00e7\u00e3o de outubro da previs\u00e3o da safra.   <\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, 83% dos 819 mil hectares semeados com trigo em 2025 j\u00e1 foram colhidos, e os rendimentos m\u00e9dios ultrapassam 3.300 kg por hectare. Hugo Godinho, coordenador da Divis\u00e3o de Conjunturado Deral, ressaltou que nas \u00e1reas ainda em fase final de colheita \u2014 concentradas principalmente no Sul do Estado \u2014 a expectativa \u00e9 de resultados ainda melhores, o que deve consolidar a maior produtividade j\u00e1 registrada no Paran\u00e1, superando os 3.173 kg\/ha alcan\u00e7ados em 2016.<\/p>\n<p>O desempenho \u00e9 considerado excepcional, sobretudo porque parte das lavouras enfrentou d\u00e9ficit h\u00eddrico, geadas e menor investimento em insumos. Mesmo assim, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis nas \u00faltimas semanas, com mais dias de sol, favoreceram a secagem dos gr\u00e3os e impulsionaram a colheita.<\/p>\n<p>Apesar do rendimento recorde, o volume total produzido ser\u00e1 menor do que em outras safras, reflexo da redu\u00e7\u00e3o de 25% na \u00e1rea plantada em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, que foi de 1,11 milh\u00e3o de hectares. \u201cA produ\u00e7\u00e3o estimada \u00e9 de 2,75 milh\u00f5es de toneladas, cerca de 18% superior em rela\u00e7\u00e3o a 2024 (2,32 milh\u00f5es), mas ainda abaixo das 3,66 milh\u00f5es de toneladas de 2023, quando o Paran\u00e1 atingiu volume pr\u00f3ximo \u00e0 sua capacidade de moagem\u201d, explica Godinho.<\/p>\n<p>Portanto, mesmo com esse bom resultado, o volume colhido n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para atender \u00e0 demanda da ind\u00fastria paranaense, sendo necess\u00e1rio trazer trigo de outros estados e at\u00e9 mesmo de outros pa\u00edses para atender o setor moageiro. Com isso, o Paran\u00e1 deve, novamente, colher menos trigo que o Rio Grande do Sul, que reassumiu a lideran\u00e7a nacional nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os de venda, o produtor est\u00e1 recebendo R$ 64,00 por saca, pre\u00e7o que fica abaixo do custo vari\u00e1vel de produ\u00e7\u00e3o que \u00e9 de R$ 73,00. Vale destacar que, h\u00e1 um ano, a expectativa era de que a saca fosse vendida a R$ 76,00.<\/p>\n<p>SOJA \u2013 Com 5,77 milh\u00f5es de hectares de \u00e1rea plantada, a soja se consolida como a principal cultura do Estado. De acordo com Edmar Gerv\u00e1sio, analista de mercado do Deral, os 71% de \u00e1rea plantada at\u00e9 agora est\u00e3o dentro do calend\u00e1rio, com as chuvas dos \u00faltimos dias ajudando no desenvolvimento das plantas.<\/p>\n<p>\u201cO que falta plantar est\u00e1 concentrado nas \u00e1reas mais frias do Estado, com uma perspectiva de que o plantio seja finalizado na primeira quinzena do pr\u00f3ximo m\u00eas, com previs\u00e3o de clima favor\u00e1vel tanto para o plantio quanto para a colheita. Espera-se uma boa safra, pr\u00f3xima do recorde\u201d, diz Gerv\u00e1sio. Com rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o, n\u00e3o aconteceram grandes oscila\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos tr\u00eas meses, permanecendo entre R$ 115,00 e R$ 122,00.<\/p>\n<p>Conforme o t\u00e9cnico do Deral, no cen\u00e1rio nacional, a Conab divulgou neste m\u00eas de outubro sua primeira estimativa de produ\u00e7\u00e3o. \u201cEm condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas normais, o Brasil dever\u00e1 colher cerca de 177,64 milh\u00f5es de toneladas de soja, volume 3,6% superior ao ciclo anterior\u201d, explica.<\/p>\n<p>MILHO \u2013 Com expectativa de plantio em 337,8 mil hectares, o milho da 1\u00aa safra teve um ganho significativo de \u00e1rea, de cerca de 20%, devido ao recuo de \u00e1rea plantada da cultura de feij\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o do milho pode chegar a 3,5 milh\u00f5es de toneladas e at\u00e9 mesmo a quase 4 milh\u00f5es de toneladas. Segundo Hugo Godinho, se o comportamento for parecido com o observado na safra passada, levando-se em conta que a Conab projetou uma boa safra nacional, deve acontecer um ganho significativo de \u00e1rea, que pode inclusive superar a \u00e1rea de soja.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o vem se mantendo est\u00e1vel pelos \u00faltimos tr\u00eas meses, apesar de estar num patamar 8% menor que o registrado no ciclo anterior, na casa dos R$ 52,00, cobrindo o custo vari\u00e1vel que est\u00e1 abaixo dos R$ 40,00. \u201cEm quest\u00e3o de pre\u00e7o, a cultura do milho vive um bom momento. Como o produtor est\u00e1 definindo agora o que vai plantar, a escolha \u00f3bvia, por causa do pre\u00e7o, \u00e9 que ele fa\u00e7a a op\u00e7\u00e3o pelo plantio do milho\u201d, finaliza Godinho.<\/p>\n<p>HORTIFRUTIS \u2013 O Boletim de Safra do Deral destaca, ainda, o comportamento das culturas da batata, do tomate e da cebola. Depois de ter crescimento na safra 2024\/2025, a batata apresenta sinais de retra\u00e7\u00e3o para a safra 25\/26. Na 1\u00aa safra, a \u00e1rea cultivada registra queda de 5%, passando de 17,5 mil para 16,7 mil hectares. A produ\u00e7\u00e3o acompanha a queda, com redu\u00e7\u00e3o de 10%: de 584,2 mil toneladas para 527,7 mil toneladas. O rendimento m\u00e9dio tamb\u00e9m recua, de 33,3 mil kg\/ha para 31,6 mil kg\/ha, o que indica perda de produtividade \u2014 possivelmente associada a fatores clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>J\u00e1 a batata 2\u00aa safra mostra estabilidade e leve avan\u00e7o: a \u00e1rea aumentou de 10,1 mil para 10,5 mil hectares em rela\u00e7\u00e3o a 2023\/24, e a produ\u00e7\u00e3o subiu de 268,1 mil para 309,2 mil toneladas, mantendo rendimento elevado, pr\u00f3ximo de 29,4 mil kg\/ha.<\/p>\n<p>O tomate da 1\u00aa safra mant\u00e9m estabilidade entre as safras 2024\/25 e 2025\/26, tanto na \u00e1rea (2,5 mil hectares) quanto na produ\u00e7\u00e3o (174,5 mil t para 171,7 mil t, varia\u00e7\u00e3o de -2%). O rendimento m\u00e9dio sobe levemente, de 68,4 mil kg\/ha para 68,9 mil kg\/ha, sinalizando efici\u00eancia produtiva e manejo mais ajustado, mesmo com estabilidade na \u00e1rea plantada.<\/p>\n<p>J\u00e1 o tomate de 2\u00aa safra apresentou pequena retra\u00e7\u00e3o na \u00e1rea plantada (-4%), passando de 1,8 mil hectare (2023\/2024) para 1,7 mil hectares na safra 24\/25. A produ\u00e7\u00e3o caiu de 125,4 mil toneladas para 92,2 mil toneladas, correspondendo a uma retra\u00e7\u00e3o de -26%. O rendimento reduziu de 70,1 kg\/ha para 58,0 kg\/ha.<\/p>\n<p>Segundo Paulo Andrade, engenheiro agr\u00f4nomo do Deral, apesar de representar uma pequena \u00e1rea, a import\u00e2ncia de se destacar o cultivo da cebola est\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o que existe em seu consumo no dia a dia. &#8220;A cebola \u00e9 a cultura que mostra a maior varia\u00e7\u00e3o negativa entre as duas safras&#8221;, diz. A \u00e1rea plantada caiu 15%, de 3,2 mil para 2,8 mil hectares, enquanto a produ\u00e7\u00e3o recua 17%, de 129,1 mil toneladas para 107,6 mil toneladas. O rendimento m\u00e9dio cai de 39,8 mil kg\/ha para 39,0 mil kg\/ha, pequena redu\u00e7\u00e3o percentual, mas significativa em termos de efici\u00eancia.<\/p>\n<p>CONJUNTURAL &#8211; Tamb\u00e9m nesta quinta-feira (30), o Deral divulgou o Boletim Conjuntural Semanal, que destaca o bom desempenho de v\u00e1rias cadeias produtivas do agroneg\u00f3cio paranaense, que seguem firmes mesmo diante de oscila\u00e7\u00f5es no mercado e nas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. <\/p>\n<p>O boletim traz informa\u00e7\u00f5es sobre a suinocultura do Paran\u00e1, que encerra outubro de 2025 em alta, com o melhor resultado do ano. O pre\u00e7o m\u00e9dio pago ao produtor pelo su\u00edno vivo chegou a R$ 7,16 por quilo em setembro, o maior valor registrado no per\u00edodo. O desempenho representa um al\u00edvio ap\u00f3s anos de dificuldades, com margem positiva de R$ 1,39\/kg sobre os custos de produ\u00e7\u00e3o estimados pela Embrapa Su\u00ednos e Aves \u2014 a mais alta de 2025.<\/p>\n<p>O documento aponta melhora em outros segmentos do agroneg\u00f3cio paranaense. O setor l\u00e1cteo mostrou sinais de recupera\u00e7\u00e3o, com importa\u00e7\u00f5es estabilizadas em rela\u00e7\u00e3o a 2024 e exporta\u00e7\u00f5es em crescimento, especialmente de soro de leite, cujo volume j\u00e1 superou o total do ano anterior. Os n\u00fameros indicam que 2025 ter\u00e1 volume de importa\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximo do observado em 2024.<\/p>\n<p>Fonte:portalcantu.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A colheita do trigo segue em ritmo acelerado no Paran\u00e1 e deve confirmar um recorde hist\u00f3rico de produtividade, mesmo diante das dificuldades impostas pelas chuvas durante o ciclo. 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