{"id":17203,"date":"2025-10-16T13:16:55","date_gmt":"2025-10-16T16:16:55","guid":{"rendered":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=17203"},"modified":"2025-10-16T13:16:55","modified_gmt":"2025-10-16T16:16:55","slug":"pesquisas-brasileiras-avancam-no-diagnostico-de-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=17203","title":{"rendered":"Pesquisas brasileiras avan\u00e7am no diagn\u00f3stico de Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p>Estudos recentes feito por cientistas brasileiros confirmaram o potencial de um exame de sangue para o diagn\u00f3stico do Alzheimer. As an\u00e1lises apontam o bom desempenho da prote\u00edna p-tau217 como o principal biomarcador para distinguir, por meio desse exame, indiv\u00edduos saud\u00e1veis de pessoas com a doen\u00e7a. O objetivo das pesquisas, apoiadas pelo Instituto Serrapilheira, \u00e9 levar os estudos para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) para uso em larga escala.<\/p>\n<p>Segundo Eduardo Zimmer, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apoiado pelo instituto, atualmente no Brasil existem dois exames capazes de identificar o Alzheimer: o exame de l\u00edquor, um procedimento invasivo no qual \u00e9 feita uma pun\u00e7\u00e3o lombar utilizando uma agulha bem fina; e o exame de imagem (tomografia). Antes disso, a \u00fanica forma de detectar a possibilidade da doen\u00e7a era o exame cl\u00ednico, normalmente feito por um neurologista que fazia diagn\u00f3stico baseado nos sintomas do paciente.<\/p>\n<p>\u201cTanto o exame de l\u00edquor quanto a tomografia podem ser solicitados pelo m\u00e9dico para o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a de Alzheimer assistido por biomarcadores. O problema \u00e9 que quando pensamos num pa\u00eds como o Brasil, continental, com 160 milh\u00f5es de pessoas que dependem do SUS, como vamos fazer esses exames em larga escala? Uma pun\u00e7\u00e3o lombar necessita de infraestrutura, experi\u00eancia e normalmente \u00e9 o neurologista que faz. J\u00e1 o exame de imagem \u00e9 muito caro para usar no SUS em todo o pa\u00eds\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A pesquisa, assinada por 23 pesquisadores, incluindo oito brasileiros, analisou mais de 110 estudos sobre o tema com cerca de 30 mil pessoas, confirmando que o p-tau217 no sangue \u00e9 o biomarcador mais promissor para identificar a doen\u00e7a de Alzheimer. Al\u00e9m de Zimmer, o estudo conta com Wagner Brum, aluno de doutorado e membro do grupo de pesquisa na UFRGS, como coautores.<br \/>\nOs resultados foram obtidos em an\u00e1lises de 59 pacientes e os testes foram comparados com o \u201cpadr\u00e3o ouro\u201d, o exame de l\u00edquor, apresentando alto n\u00edvel de confiabilidade, acima de 90%, padr\u00e3o recomendado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Segundo Zimmer, ao mesmo tempo um grupo de pesquisadores do Instituto D\u2019Or, no Rio de Janeiro, e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os professores S\u00e9rgio Ferreira, Fernanda De Felice e Fernanda Tovar-Moll, devolveram um estudo praticamente igual e com os mesmos resultados.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o duas regi\u00f5es diferentes do pa\u00eds, com gen\u00e9tica e caracter\u00edsticas socioculturais completamente diferente e o exame funcionou muito bem\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Atualmente, o diagn\u00f3stico precoce da doen\u00e7a de Alzheimer \u00e9 considerado um dos principais desafios de sa\u00fade p\u00fablica no mundo. De acordo com a OMS, aproximadamente 57 milh\u00f5es de pessoas no mundo vivem com algum tipo de dem\u00eancia \u2014 dessas, pelo menos 60% t\u00eam o diagn\u00f3stico de Alzheimer. No Brasil, o Relat\u00f3rio Nacional sobre Dem\u00eancia, de 2024, estima cerca de 1,8 milh\u00e3o de pessoas com a doen\u00e7a. A previs\u00e3o \u00e9 que o n\u00famero pode triplicar at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>Baixa escolaridade<br \/>\nNo estudo, os cientistas identificaram que a baixa escolaridade parece acentuar mais a doen\u00e7a, refor\u00e7ando a hip\u00f3tese de que fatores socioecon\u00f4micos e educacionais impactam no envelhecimento do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>\u201cA baixa escolaridade \u00e9 um fator de risco muito importante para o decl\u00ednio cognitivo, ficando acima de idade e sexo. Fizemos esse estudo no Brasil e o primeiro lugar disparado \u00e9 a baixa escolaridade. No contexto biol\u00f3gico, a gente entende que o c\u00e9rebro que \u00e9 exposto a educa\u00e7\u00e3o formal cria mais conex\u00f5es. \u00c9 como se a gente exercitasse o c\u00e9rebro que fica mais resistente ao decl\u00ednio cognitivo\u201d, ressaltou o pesquisador.<\/p>\n<p>SUS<br \/>\nO diagn\u00f3stico por exame de sangue j\u00e1 \u00e9 uma realidade na rede privada. Testes realizados no exterior, como o americano PrecivityAD2, s\u00e3o oferecidos no Brasil a um custo que pode chegar a R$ 3,6 mil. Embora apresentem alta precis\u00e3o, seu pre\u00e7o elevado refor\u00e7a a import\u00e2ncia de desenvolver uma alternativa nacional e gratuita.<\/p>\n<p>O pesquisador explicou que, para que o exame chegue ao SUS, primeiro \u00e9 preciso entender se ele vai ter a performance necess\u00e1ria. Em segundo lugar estabelecer a estrat\u00e9gia e a log\u00edstica para a inclus\u00e3o no SUS.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de v\u00e1rias avalia\u00e7\u00f5es para entender onde as an\u00e1lises ser\u00e3o feitas, quando esses exames v\u00e3o ser utilizados, que popula\u00e7\u00e3o ser\u00e1 beneficiada, se vai acelerar ou n\u00e3o o diagn\u00f3stico no SUS\u201d, disse.<\/p>\n<p>Entretanto, antes de chegar a essa etapa ainda h\u00e1 um caminho a ser percorrido, o que dificulta colocar uma estimativa dessa disponibilidade. Os resultados definitivos estar\u00e3o dispon\u00edveis em cerca de dois anos. Apesar de a doen\u00e7a ser mais frequente em pessoas com 65 anos, ser\u00e3o iniciados estudos em pessoas com mais de 55 anos.<\/p>\n<p>Fonte:portalcantu.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos recentes feito por cientistas brasileiros confirmaram o potencial de um exame de sangue para o diagn\u00f3stico do Alzheimer. As an\u00e1lises apontam o bom desempenho da prote\u00edna p-tau217 como o principal biomarcador para distinguir, por meio desse exame, indiv\u00edduos saud\u00e1veis de pessoas com a doen\u00e7a. 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