{"id":16813,"date":"2025-08-29T16:01:51","date_gmt":"2025-08-29T19:01:51","guid":{"rendered":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=16813"},"modified":"2025-08-29T16:01:51","modified_gmt":"2025-08-29T19:01:51","slug":"brasil-tem-queda-na-desigualdade-em-educacao-emprego-e-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=16813","title":{"rendered":"Brasil tem queda na desigualdade em educa\u00e7\u00e3o, emprego e meio ambiente"},"content":{"rendered":"<p>O Pacto Nacional pelo Combate \u00e0s Desigualdades lan\u00e7ou nesta quinta-feira (28), em Bras\u00edlia, o terceiro Relat\u00f3rio do Observat\u00f3rio Brasileiro das Desigualdades 2025, produzido pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese).<\/p>\n<p>Do total de 43 indicadores analisados, 25 registraram avan\u00e7os nos \u00faltimos dados dispon\u00edveis, com destaque para dados relacionados ao meio ambiente, trabalho, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. <\/p>\n<p>Embora apenas tr\u00eas indicadores da nova edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio tenham apresentado retrocessos (relacionados \u00e0 sa\u00fade e a condi\u00e7\u00f5es de moradia), oito indicadores n\u00e3o apresentaram mudan\u00e7as significativas.  Apesar da melhora em alguns aspectos, as an\u00e1lises divulgadas mostram que as desigualdades de ra\u00e7a\/ cor, g\u00eanero e entre regi\u00f5es brasileiras persistem no pa\u00eds.<\/p>\n<p>No evento, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSol\u2013RJ) comentou as consequ\u00eancias das desigualdades no pa\u00eds, que n\u00e3o devem ser normalizadas. Para ele, os dados do estudo devem resultar em planejamento de a\u00e7\u00f5es para reverter as discrep\u00e2ncias evidenciadas.<\/p>\n<p>\u201cIsso n\u00e3o s\u00e3o n\u00fameros. S\u00e3o pessoas, hist\u00f3rias, mem\u00f3rias, mulheres, trabalhadores e crian\u00e7as que precisam de um pa\u00eds justo, solid\u00e1rio, fraterno, democr\u00e1tico e soberano.\u201d<\/p>\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o do documento na C\u00e2mara dos Deputados, o representante do Pacto Nacional pelo Combate \u00e0s Desigualdades, o soci\u00f3logo Clemente Ganz L\u00facio, destacou que as desigualdades brasileiras s\u00e3o estruturais em v\u00e1rias dimens\u00f5es e, por isso, representam um \u2018problema dram\u00e1tico\u2019. Ele entende, ainda, que mesmo nos processos de melhorias verificados, os avan\u00e7os ainda s\u00e3o bastante lentos. Clemente Ganz L\u00facio destacou os objetivos do trabalho.<\/p>\n<p>\u201cO Observat\u00f3rio tenta registrar a performance de indicadores que materializam, de um lado, um diagn\u00f3stico perverso de desigualdade estrutural materializada em v\u00e1rias dimens\u00f5es, que a gente quer permanentemente mostrar para a sociedade. De outro lado, queremos, anualmente, trazer resultados que mostram como estamos conseguindo, gradativamente, superar [essas diferen\u00e7as]\u201d, disse o coordenador do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>>> Siga o perfil da Ag\u00eancia Brasil no Instagram<\/p>\n<p>Clima e meio ambiente<br \/>\nO Relat\u00f3rio do Observat\u00f3rio Brasileiro das Desigualdades 2025 traz, entre os destaques positivos, a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico (CO\u2082) por pessoa, no Brasil. O pa\u00eds que sediar\u00e1 a 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30) em novembro emitiu 12,4 toneladas de di\u00f3xido de carbono equivalente (ou tCO\u2082e), em 2022. Houve queda nas emiss\u00f5es no ano seguinte (2023), para 10,8 tCO\u2082.<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m registrou queda de 41,3% na \u00e1rea desmatada entre 2022 e 2024.  Apesar disso, o Acre teve acr\u00e9scimo de 31% da \u00e1rea desmatada; Roraima, de 8%; e Piau\u00ed, alta de 5%.<\/p>\n<p>Representando a sociedade civil na cerim\u00f4nia, em Bras\u00edlia, a coordenadora de Clima e Cidades do Instituto de Refer\u00eancia Negra Peregum, Gisele Brito, esclareceu que o aumento dessas emiss\u00f5es de efeito estufa (GEE), nos estados dos biomas da Amaz\u00f4nia e do Cerrado, est\u00e1 intimamente ligado ao desmatamento provocado pelo modelo de desenvolvimento econ\u00f4mico centrado no agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>\u201cO agroneg\u00f3cio \u00e9 concentrador de renda e de terras, tem bastante rela\u00e7\u00e3o com conflitos por \u00e1gua, por terra e outros tipos de conflitos. Al\u00e9m da perda de qualidade de vida, da diversidade, interrup\u00e7\u00e3o do extrativismo e de formas de vida que se conflituam com essas desigualdades, como de popula\u00e7\u00f5es quilombolas e de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas\u201d, declarou a ativista Gisele Brito.<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o<br \/>\nOs indicadores educacionais do relat\u00f3rio apontam para o aumento do percentual de crian\u00e7as de 0 a 3 anos que frequentam creches, entre 2022 e 2024, de 30,7% para 34,6%. Por\u00e9m, a maioria das crian\u00e7as nessa faixa et\u00e1ria ainda est\u00e1 fora da escola. O Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE) previa que 50% das crian\u00e7as de 0 a 3 anos estivessem em creches at\u00e9 2024.<\/p>\n<p>A taxa de escolariza\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio cresceu de 71,3%, em 2022, para 74,0% em 2024. Quando observado o ensino superior, a taxa passou de 20,1% para 22,1% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Mas o estudo indica que as matr\u00edculas no ensino superior ainda s\u00e3o relativamente baixas, porque a maioria dos jovens na idade esperada (18 a 24 anos) n\u00e3o est\u00e3o matriculados nas universidades.<\/p>\n<p>As mulheres consistentemente superam os homens no acesso no n\u00edvel superior, sobretudo as mulheres n\u00e3o-negras. Elas s\u00e3o 32,4%, nas cadeiras da gradua\u00e7\u00e3o, enquanto as mulheres negras s\u00e3o 20,3% das universit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Renda, riqueza e trabalho<br \/>\nNo que se refere ao mercado de trabalho e renda no Brasil, o rendimento m\u00e9dio cresceu 2,9% em 2024: alcan\u00e7ou R$ 3.066, o que representa um crescimento real de 2,9% em compara\u00e7\u00e3o ao de 2023.<\/p>\n<p>E a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o atingiu 6,6%, uma redu\u00e7\u00e3o de 1,2 ponto percentual, em rela\u00e7\u00e3o a 2023. A queda foi mais expressiva entre as mulheres (de 9,5% para 8,1%) e entre a popula\u00e7\u00e3o negra (de 9,1% para 7,6%).<\/p>\n<p>No entanto, tais avan\u00e7os \u201cn\u00e3o foram suficientes para alterar significativamente a estrutura desigual da renda no pa\u00eds\u201d, concluiu o estudo. Em 2024, os 1% mais ricos do pa\u00eds tinham um rendimento m\u00e9dio 30,5 vezes superior aos 50% mais pobres, um pouco menor que em 2023 (32,9 vezes).<\/p>\n<p>Outro destaque do documento \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da propor\u00e7\u00e3o de pobres em 23,4%, em 2024, conforme crit\u00e9rios do programa federal Bolsa Fam\u00edlia, coordenado pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social, Fam\u00edlia e Combate \u00e0 Fome (MDS).<\/p>\n<p>No campo da seguran\u00e7a p\u00fablica, a taxa de homic\u00eddio registrado de jovens entre 15 e 29 anos (por 100 mil habitantes) apresentou queda entre 2021 e 2023 (de 49,7% para 45,8%).<\/p>\n<p>Sa\u00fade<br \/>\nA mortalidade materna apresentou uma redu\u00e7\u00e3o expressiva de 113 \u00f3bitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos, em 2021, para 52 \u00f3bitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos, em 2023.<\/p>\n<p>O destaque negativo, no entanto, foi percebido nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, que registraram resultados piores, quando comparados \u00e0 m\u00e9dia nacional. Em 2023, o Norte teve 71 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos. E o Nordeste, teve 59\/100 mil nascidos vivos, em 2023.<\/p>\n<p>Fonte:portalcantu.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pacto Nacional pelo Combate \u00e0s Desigualdades lan\u00e7ou nesta quinta-feira (28), em Bras\u00edlia, o terceiro Relat\u00f3rio do Observat\u00f3rio Brasileiro das Desigualdades 2025, produzido pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese). 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