{"id":16413,"date":"2025-06-27T16:12:27","date_gmt":"2025-06-27T19:12:27","guid":{"rendered":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=16413"},"modified":"2025-06-27T16:12:27","modified_gmt":"2025-06-27T19:12:27","slug":"brasileiras-estao-tendo-menos-filhos-e-adiam-maternidade-diz-censo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=16413","title":{"rendered":"Brasileiras est\u00e3o tendo menos filhos e adiam maternidade, diz Censo"},"content":{"rendered":"<p>As brasileiras est\u00e3o tendo menos filhos e adiando a maternidade. \u00c9 o que apontam os dados do Censo Demogr\u00e1fico de 2022, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Para a pesquisa, s\u00e3o consideradas mulheres de 15 a 49 anos. <\/p>\n<p>A m\u00e9dia de filhos por mulher em idade reprodutiva no Brasil, chamada de taxa de fecundidade total, caiu para 1,55 em 2022. De acordo com o IBGE, a taxa de fecundidade das brasileiras vem decrescendo desde a d\u00e9cada de 1960. Em 1960, por exemplo, era de 6,28 filhos por mulher. Essa m\u00e9dia caiu para 5,76 em 1970, para 4,35 em 1980, para 2,89 em 1991 e para 2,38 em 2000. Em 2010, a taxa era de 1,90 filhos por mulher. <\/p>\n<p>Desde 2010, a taxa de fecundidade brasileira est\u00e1 abaixo da chamada taxa de reposi\u00e7\u00e3o populacional, ou seja, da m\u00e9dia de filhos por mulher necess\u00e1ria para manter a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1vel, que \u00e9 de 2,1.  <\/p>\n<p>\u201cA componente de fecundidade \u00e9 muito importante para analisar a evolu\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica de uma popula\u00e7\u00e3o. O ritmo de crescimento, as transforma\u00e7\u00f5es na pir\u00e2mide et\u00e1ria e o envelhecimento populacional est\u00e3o diretamente relacionados ao n\u00famero de nascimentos\u201d, explica a pesquisadora do IBGE Marla Barroso. <\/p>\n<p>Segundo ela, a transi\u00e7\u00e3o da fecundidade no Brasil foi iniciada na d\u00e9cada de 60 nas unidades da federa\u00e7\u00e3o economicamente mais desenvolvidas da regi\u00e3o Sudeste, em grupos com maior n\u00edvel educacional e nas \u00e1reas urbanas. \u201cNas d\u00e9cadas seguintes, foi se alastrando por todo o Brasil\u201d, explica. <\/p>\n<p>Regi\u00f5es<br \/>\nNa Regi\u00e3o Sudeste, a taxa de fecundidade saiu de 6,34 filhos por mulher em 1960, passou para 4,56 em 1970, caiu para 3,45 em 1980, atingiu o n\u00edvel de reposi\u00e7\u00e3o populacional em 2000 (2,1 filhos por mulher). Em 2022, ficou em 1,41, o menor do pa\u00eds. \u201cPara as outras regi\u00f5es do Brasil, a queda se intensificou a partir ali da d\u00e9cada de 70\u201d, explica Marla. <\/p>\n<p>Na Regi\u00e3o Sul, que tinha a menor taxa de fecundidade em 1960 (5,89 filhos por mulher), a principal queda ocorreu de 1970 (5,42) para 1991 (2,51). Em 2022, a taxa ficou em 1,50, tamb\u00e9m abaixo da m\u00e9dia nacional. <\/p>\n<p>No Centro-Oeste, que tinha taxa de 6,74 em 1960, a tend\u00eancia de queda foi semelhante \u00e0 da regi\u00e3o Sul, ao apresentar o principal recuo de 1970 (6,42) para 1991 (2,69). Em 2022, a taxa era de 1,64. <\/p>\n<p>As regi\u00f5es Norte e Nordeste tamb\u00e9m apresentaram quedas consider\u00e1veis de 1970 para 1991. Mas, em 1980, ainda tinham taxas de fecundidade acima de 6 filhos por mulher. No Norte, a taxa passou de 8,56 em 1960 para 8,15 em 1970 e para 6,45 em 1980. Em 2010, aproximou-se  da taxa de reposi\u00e7\u00e3o ao atingir 2,47. Em 2022, ficou em 1,89, a mais alta do pa\u00eds. <\/p>\n<p>O Nordeste foi a \u00fanica regi\u00e3o a apresentar alta de 1960 (7,39 filhos por mulher) para 1970 (7,53). Em 1980, a taxa come\u00e7ou a recuar, passando para 6,13. Em 2000, o indicador se aproximou da taxa de reposi\u00e7\u00e3o, ao ficar em 2,69. Em 2022, ficou em 1,60, abaixo do Centro-Oeste. <\/p>\n<p>Entre os estados, Roraima \u00e9 o \u00fanico com taxa acima da reposi\u00e7\u00e3o populacional: 2,19 filhos por mulher. Na sequ\u00eancia aparecem Amazonas (2,08) e  Acre (1,90). Entre aqueles com menores taxas, destacam-se o Rio de Janeiro (1,35), Distrito Federal (1,38) e S\u00e3o Paulo (1,39). <\/p>\n<p>Maternidade mais tarde<br \/>\nA pesquisa n\u00e3o apenas observou a continuidade da queda da taxa de fecundidade, como tamb\u00e9m revela que as mulheres est\u00e3o tendo filhos com idades mais avan\u00e7adas. A idade m\u00e9dia da fecundidade no Brasil passou de 26,3 anos em 2000 para 28,1 em 2022. A tend\u00eancia foi observada em todas as regi\u00f5es.  <\/p>\n<p>Em 2022, o Norte apresentou a menor idade (27 anos), enquanto o Sudeste e o Sul mostram as maiores (28,7 anos). Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, a idade m\u00e9dia de fecundidade mais alta foi a do Distrito Federal (29,3 anos) e a mais baixa, do Par\u00e1 (26,8 anos). <\/p>\n<p> Fonte:portalcantu.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As brasileiras est\u00e3o tendo menos filhos e adiando a maternidade. \u00c9 o que apontam os dados do Censo Demogr\u00e1fico de 2022, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Para a pesquisa, s\u00e3o consideradas mulheres de 15 a 49 anos. 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