{"id":16375,"date":"2025-06-18T16:00:34","date_gmt":"2025-06-18T19:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=16375"},"modified":"2025-06-18T16:00:34","modified_gmt":"2025-06-18T19:00:34","slug":"vacinacao-melhora-mas-ainda-enfrenta-desafios-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiobanda1.com.br\/portal\/?p=16375","title":{"rendered":"Vacina\u00e7\u00e3o melhora, mas ainda enfrenta desafios no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Apesar das coberturas vacinais no Brasil estarem em rota de recupera\u00e7\u00e3o, as diferen\u00e7as entre estados e munic\u00edpios e os esquemas incompletos ainda s\u00e3o desafios que amea\u00e7am a sa\u00fade p\u00fablica brasileira.<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o as principais conclus\u00f5es do Anu\u00e1rio VacinaBR, produzido pelo Instituto Quest\u00e3o de Ci\u00eancia (IQC), em parceria com a Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (Sbim) o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef).<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o mostra que, em 2023, nenhuma vacina infantil do calend\u00e1rio nacional atingiu a meta de cobertura em todos os estados. O destaque negativo ficou com os imunizantes que protegem contra a poliomielite, meningococo C, varicela e Haemophilus influenzae tipo B \u2013 nesses casos, nenhum estado vacinou 95% do p\u00fablico-alvo, porcentagem necess\u00e1ria para evitar a transmiss\u00e3o dessas doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, apenas 1.784 munic\u00edpios, ou menos de 32% dos mais de 5.570 existentes no Brasil, conseguiram cumprir a meta de cobertura para quatro vacinas considerados priorit\u00e1rias: pentavalente, poliomioliete, pneumo-10 e tr\u00edplice viral. O melhor desempenho foi o do Cear\u00e1, onde 59% das cidades imunizaram o p\u00fablico-alvo. No Acre, por\u00e9m, apenas 5% dos munic\u00edpios alcan\u00e7aram a marca.<\/p>\n<p>&#8220;Sa\u00fade \u00e9 compet\u00eancia concorrente da Uni\u00e3o, dos estados e dos munic\u00edpios. O problema da imuniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser atacado de maneira uniforme, porque a gente vive em um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais que tem desafios muito espec\u00edficos. E a gente viu, no Anu\u00e1rio, que \u00e0s vezes tem munic\u00edpios adjacentes, com condi\u00e7\u00f5es muito parecidas, mas com taxas de imuniza\u00e7\u00e3o muito diferentes&#8221;, alerta o diretor executivo do IQC e organizador do Anu\u00e1rio VacinaBR, Paulo Almeida.<\/p>\n<p>Mesmo a vacina BCG, que protege contra formas graves de tuberculose e deve ser tomada logo ap\u00f3s o nascimento \u2013 por isso, muitas vezes, \u00e9 aplicada ainda na maternidade \u2013 s\u00f3 alcan\u00e7ou a meta de cobertura em oito unidades federativas. Em 11 estados, a taxa de imuniza\u00e7\u00e3o ficou abaixo de 80%, alcan\u00e7ando menos de 58% dos beb\u00eas no Esp\u00edrito Santo. Dentro de todos os estados, h\u00e1 cidades que vacinaram 100% do p\u00fablico-alvo e outras que n\u00e3o imunizaram nem a metade.<\/p>\n<p>A diretora da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es, Isabela Balallai, tamb\u00e9m destaca o protagonismo dos gestores municipais para aplicar as recomenda\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a necessidade de seguir o planejamento estadual, conforme as realidades locais. Isabela lembra que o maior combust\u00edvel para a hesita\u00e7\u00e3o vacinal \u00e9 a baixa percep\u00e7\u00e3o de risco, quando as pessoas n\u00e3o sabem, ou n\u00e3o d\u00e3o valor para o perigo das doen\u00e7as preven\u00edveis por vacina.<\/p>\n<p>&#8220;O acesso tamb\u00e9m \u00e9 um grande problema no Brasil. Temos 38 mil salas de vacina\u00e7\u00e3o, pa\u00eds nenhum tem isso. Mas se a pessoa vai ao posto e recebe uma informa\u00e7\u00e3o errada, ela n\u00e3o volta. Se s\u00f3 funciona em hor\u00e1rio comercial, e ela trabalha, ela n\u00e3o consegue levar os filhos. Se ela vai num dia, e a vacina acabou, ela n\u00e3o vai consegui voltar em outro dia. A falta de informa\u00e7\u00e3o, somada \u00e0 baixa percep\u00e7\u00e3o de risco \u00e9 igual \u00e0 n\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescenta a diretora da Sbim.<\/p>\n<p>Abandono<\/p>\n<p>De maneira geral, as curvas de vacina\u00e7\u00e3o no Brasil indicam diminui\u00e7\u00e3o das taxas de cobertura desde 2015, com queda mais brusca em 2021 e movimento de recupera\u00e7\u00e3o em 2022 e 2023. J\u00e1 as porcentagens de abandono, quando a pessoa recebe a primeira dose, mas n\u00e3o completa o esquema vacinal, mant\u00eam-se est\u00e1veis desde 2018.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a vacina tr\u00edplice viral. Em 2023, a maior parte do pa\u00eds vacinou entre 80 e 85% do p\u00fablico-alvo e apenas quatro estados atingiram a cobertura ideal na primeira dose: Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rond\u00f4nia. O \u00edndice de aplica\u00e7\u00e3o da segunda dose n\u00e3o chegou a 50% em 14 estados, e a meta n\u00e3o foi atingida em nenhuma unidade federativa.  <\/p>\n<p>A tr\u00edplice viral previne contra o sarampo, a caxumba e a rub\u00e9ola e deve ser tomada aos 12 e aos 15 meses de idade (sob a forma da vacina tetraviral, que tamb\u00e9m protege contra a varicela). Todas essas doen\u00e7as podem desenvolver quadros graves e at\u00e9 provocar a morte, especialmente em crian\u00e7as pequenas.<\/p>\n<p>Atualmente, h\u00e1 surtos de sarampo em diversos pa\u00edses, e cinco casos isolados foram registrados no Brasil este ano.  &#8220;As pessoas precisam saber que quem n\u00e3o completa o esquema vacinal continua desprotegido contra aquela doen\u00e7a&#8221;, adverte Isabela Ballalai.<\/p>\n<p>O diretor executivo do IQC e organizador do Anu\u00e1rio VacinaBR, Paulo Almeida, afirma que \u00e9 preciso reconhecer que estrat\u00e9gias que deram certo no passado n\u00e3o s\u00e3o suficientes para enfrentar os desafios atuais: &#8220;A campanha hoje, por exemplo, n\u00e3o tem o mesmo peso por muitos motivos. Um deles \u00e9 que as vozes s\u00e3o muito difusas. Antes, havia canais oficiais de comunica\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o. Hoje, com a internet, temos infinitos canais de comunica\u00e7\u00e3o; ent\u00e3o, \u00e9 mais dif\u00edcil acessar pela via direta da campanha.&#8221;<\/p>\n<p>Almeida ressalta, por\u00e9m, que h\u00e1 novas ferramentas dispon\u00edveis. &#8220;Lembretes por SMS, por exemplo, conseguem melhorar muito a taxa de cobertura, porque a pessoa \u00e9 cutucada para ir l\u00e1 no posto. Porque ela sabe que \u00e9 necess\u00e1rio, ela at\u00e9 quer at\u00e9 fazer, mas eventualmente o ritmo de vida interfere, e ela n\u00e3o consegue. Ou tamb\u00e9m a conveni\u00eancia, que \u00e9 superimportante: ter pontos de vacina\u00e7\u00e3o abertos em hor\u00e1rios em que o cuidador pode levar a crian\u00e7a pra se imunizar.<\/p>\n<p>Isabela Ballalai tamb\u00e9m defende o uso constante das escolas como ponto de vacina\u00e7\u00e3o e de educa\u00e7\u00e3o sobre vacinas.<\/p>\n<p>&#8220;A escola \u00e9 capaz de combater os principais pontos da hesita\u00e7\u00e3o vacinal. Primeiro ponto: acesso. Os respons\u00e1veis n\u00e3o t\u00eam que levar ningu\u00e9m a lugar nenhum, a crian\u00e7a, ou adolescente, j\u00e1 est\u00e1 ali. Segundo: informa\u00e7\u00e3o. Explicar para a comunidade escolar porque \u00e9 importante vacinar e que est\u00e1 tendo campanha, porque, \u00e0s vezes, as pessoas n\u00e3o est\u00e3o nem sabendo. Terceiro: a escola pode ser o caminho para as autoridades de sa\u00fade chegarem e se comunicarem com as fam\u00edlias, e saberem qual a situa\u00e7\u00e3o vacinal delas.&#8221;<\/p>\n<p> Fonte:portalcantu.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar das coberturas vacinais no Brasil estarem em rota de recupera\u00e7\u00e3o, as diferen\u00e7as entre estados e munic\u00edpios e os esquemas incompletos ainda s\u00e3o desafios que amea\u00e7am a sa\u00fade p\u00fablica brasileira. 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