Número de doadores efetivos de órgãos cresce 11,8% no País

O Paraná é um dos Estados com maior taxa de doadores efetivos. São 34,3 pmp (doadores potenciais por milhão de habitantes), ficando atrás apenas de Santa Catarina, que tem 37 pmp. Outro destaque paranaense é em relação às notificações de morte encefálica, que permitem dar início ao protocolo de doação. A taxa do Estado foi de 100 notificações por milhão de população no primeiro semestre do ano, índice mais elevado do que o de países desenvolvidos, que varia de 30 a 55. De acordo com a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Arlene Badoch, o número de doadores no Paraná vem aumentando. Ela explica que a notificação de doadores potenciais é importante. A partir desta informação, o hospital segue um protocolo, que passa pelo diagnóstico da morte cerebral, avaliação das condições do paciente e entrevista com a família, que autoriza ou não o processo para efetivar o doador. No último semestre, a ABTO (Associação Brasileira de Transplante) registrou 565 notificações de morte encefálica e 193 doadores efetivos no Estado. “São vários motivos que impedem a efetivação, como a parada cardíaca do doador, situação do órgão ou a negação da família”, explicou a coordenadora. Badoch enfatizou a importância de que o potencial doador fale sobre o assunto dentro de casa. “Se a família não souber que você é um doador, eles não doam”, destacou.