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Presidente da Câmara de Jandaia do Sul e dois delegados estão entre condenados por envolvimento com jogo do bicho

Presidente da Câmara de Jandaia do Sul e dois delegados estão entre condenados por envolvimento com jogo do bicho

André Luis Saddi Pires, atual presidente da Câmara de Vereadores de Jandaia do Sul, no norte do Paraná, os delegados Gustavo Tucci Nogueira e Elza da Silva e o empresário Mario Saddi Júnior estão entre os sete condenados por envolvimento com jogo do bicho em uma ação penal que apurou crimes cometidos até 2010.

A sentença do juiz João Gustavo Rodrigues Stolsis, da Vara Criminal de Jandaia do Sul, é da última sexta-feira (30). Cabe recurso da decisão.

Os réus foram condenados por crimes como associação criminosa, corrupção e falsidade ideológica. Stolsis determinou a perda da função pública dos servidores condenados.

Todos tiveram extinta a punibilidade em relação ao crime de realização do jogo do bicho devido à prescrição da pretensão punitiva.

Investigações

Uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Corregedoria da Polícia Civil do Paraná prendeu sete pessoas suspeitas de participação no esquema, em dezembro de 2010.

Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a família de Mário Saddi Júnior era ligada ao jogo do bicho desde a década de 1980. Ainda segundo a acusação, a empresa chamada de Banca Vale do Ivaí, atuava em 11 cidades da região.

Veja quais são as cidades: Jandaia do Sul, Mandaguari, Marialva, Kaloré, Marumbi, Bom Sucesso, São Pedro do lvaí, São João do lvaí, Borrazópolis, Barbosa Ferraz e Fênix.

Também estão entre os condenados um investigador da Polícia Civil e uma investigadora que já estava aposentada à época dos fatos, por isso, ela não foi condenada à perda do cargo.

Segundo as investigações, os delegados e investigadores recebiam pagamentos ilícitos para assegurar a continuidade da exploração do jogo do bicho na região.

“Na qualidade de funcionários públicos, policiais civis do Estado do Paraná, ao deixarem de exercer a devida repressão da prática contravencional, omitindo-se no dever funcional de vigilância de tal atividade ilícita, facilitaram a realização do jogo do bicho”, diz um trecho da denúncia.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), os policiais atuaram na comarca entre 1994 e 2010, e já foram afastados das funções devido a uma ação civil pública.

“Conscientes da ilicitude e reprovabilidade de suas condutas, [todos os condenados] associaram-se em quadrilha armada, sob a forma de organização criminosa, entre si e com outros indivíduos ainda não identificados, com caráter de estabilidade e permanência, para o fim de cometerem crimes diversos”, informa outro trecho da denúncia.

Veja os crimes e as penas de cada um dos condenados:

  • Mário Saddi Júnior, empresário apontado como dono da banca de jogo do bicho: condenado a 8 anos, 5 meses e 22 dias de reclusão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e falsidade ideológica;
  • André Luis Saddi Pires, atual presidente da Câmara de Vereadores, o sobrinho de Mário Saddi Júnior foi apontado pelo MP-PR como recolhedor de apostas: condenado a 3 anos e 8 meses de reclusão teve a pena privativa de liberdade substituída por 1.355 horas de prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária de R$ 5 mil;
  • José Luiz Bosio, apontado pelo MP-PR como recolhedor de apostas: condenado a 1 ano de reclusão por associação criminosa, teve a pena substituída por 365 horas de prestação de serviços à comunidade;
  • Gustavo Tucci Nogueira, delegado de Jandaia do Sul à época dos fatos denunciados: condenado a 6 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva e falsidade ideológica;
  • Pedro Leite da Silva, investigador da Polícia Civil que trabalhou na Delegacia de Jandaia do Sul à época dos fatos denunciados: condenado a 6 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva e falsidade ideológica;
  • Elza da Silva, delegada de Marialva à época dos fatos denunciados: condenada a 4 anos, 5 meses e 12 dias de reclusão pelos crimes de associação criminosa e corrupção passiva;
  • Dirce Aparecida da Silva, trabalhava como investigadora na Delegacia de Marialva à época dos fatos denunciados: condenada a 2 anos, 2 meses e 21 dias de reclusão por associação criminosa e corrupção passiva, teve a pena substituída por 818 horas de prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária no valor de um salário mínimo.

Na sentença, o juiz determinou que os réus recorram da condenação em liberdade.

Fonte: G1 Paraná.

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