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Justiça determina nulidade de laudo em processo que apura envolvimento de GMs na morte de jovem

Justiça determina nulidade de laudo em processo que apura envolvimento de GMs na morte de jovem

A Justiça determinou, nesta segunda-feira (21), a nulidade de um laudo complementar anexado ao processo que apura o envolvimento de dois guardas municipais de Londrina, no norte do Paraná, na morte de Matheus Evangelista.

O jovem, de 18 anos, foi morto em 11 de março de 2018 durante uma abordagem de três guardas municipais que apuravam uma denúncia de perturbação de sossego. Em novembro do ano passado, a Justiça determinou que Fernando Neves e Michael de Souza Garcia sejam julgados pelo júri popular. Ambos estão presos.

A decisão da juíza Elisabeth Kather atendeu a um pedido da assistência de acusação, reforçado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), que considera que a médica legista foi parcial na elaboração do documento, que deve ser retirado da ação.

No laudo, o perito considera que o fato de os guardas terem levado Matheus para o hospital “uma tentativa heroica de salvamento”.

O advogado Mário Barbosa, que representa a família de Matheus, considerou a postura do perito incompatível com a função, por ter emitido uma opinião pessoal.

Para o MP-PR, o fato de o jovem ter sido levado no carro da Guarda Municipal configura fraude processual.

Na decisão desta segunda, a magistrada determinou que um novo laudo pericial seja elaborado, por outro profissional.

“Ademais, oficie-se a Corregedoria da Polícia Cientifica do Estado do Paraná para que seja aberto sindicância em desfavor do perito que elaborou e assinou as informações complementares do Laudo em comento”, finaliza a decisão.

O advogado Marcelo Camargo, responsável pela defesa de Fernando Neves, informou que entende que o assistente de acusação, infelizmente, não quer que a verdade real dos fatos fique no processo.

O advogado de Michael de Souza Garcia, Eduardo Miléo, informou que a decisão não surpreende.

“A retirada se deu pelo excesso de linguagem usada pelo perito, que reconheceu a tentativa da equipe em salvar a vida de Mateus, usando a expressão ‘heroica’. O perito apenas reconheceu o que de fato se deu, apenas elegeu mal as palavras”, disse em nota.

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