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Greve dos caminhoneiros chega ao 10º dia nas estradas do Paraná

Greve dos caminhoneiros chega ao 10º dia nas estradas do Paraná

A greve dos caminhoneiros chegou, nesta quarta-feira (30), ao 10º dia nas rodovias do Paraná. A mobilização também ocorre em outros estados.

Há 181 pontos de protestos nas estradas estaduais, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE). O balanço foi atualizado pela PRE às 8h40.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não informou se há manifestações nas estradas federais nesta manhã. Até a o fim da tarde de terça (29), eram 107 pontos de protestos.

Nesta manhã, 250 homens do Quartel do Exército de Apucarana, no norte, saíram com carros blindados para liberar as BRs 376 e 369. As equipes estão se dividindo rumo a Mauá da Serra, Maringá, Paranavaí e Londrina – na região norte do estado.

O que dizem as entidades

Ainda na terça-feira, o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, defendeu o fim da greve dos caminhoneiros, depois de uma reunião com representantes do Governo do Paraná e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Curitiba.

“Não vemos mais objetivo do movimento continuar. Recebemos a informação de que existem caminhoneiros com vontade de terminar a greve, mas não estão conseguindo deixar os locais de manifestação”, disse.

Outras entidades que representam caminhoneiros e transportadores no Paraná também se posicionaram pelo fim da greve após a proposta feita pelo governo federal, por acreditarem que as reivindicações da categoria foram atendidas.

Por outro lado, a sede paranaense da Federação Nacional dos Transportadores (Fenacam) defende que a pauta de reivindicações aumentou e que as paralisações devem continuar.

A paralisação de caminhoneiros tem gerado reflexos em vários setores econômicos.

Bueno também afirmou que há “infiltrados” nas manifestações das estradas do Paraná, que não são caminhoneiros, e que a identificação dos mesmos cabe às forças de segurança.

Reflexos da greve no Paraná

Aeroportos
O Aeroporto de Londrina, na região norte do estado, está com falta de combustível. A informação foi divulgada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) na noite de terça, às 23h.

O Aeroporto de Foz do Iguaçu, no oeste, ficou sem combustível na terça. Mas, não apareceu na última lista de aeroportos sem combustível divulgada pela Infraero.

O Aeroporto Afonso Pena, que fica em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, não enfrenta problema de falta de combustível.

Combustíveis
Os postos de Curitiba estão recebendo combustíveis.

Segundo o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná (Sindicombustíveis-PR), 176 dos 340 postos da cidade tinham recebido combustíveis até o fim da tarde de terça-feira.

Isso, porém, não significa que os postos tenham estoque uma vez que existe uma alta demanda por abastecimento.

Em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, caminhões saem em comboios do centro de distribuição da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) escoltados pela polícia para levar combustível a alguns postos.

A escolta da polícia foi determinada pela Justiça sob pena de multa para quem bloquear os veículos.

O Sindicombustíveis-PR informou que entrou com liminares para garantir o desbloqueio de todas as bases de distribuição de combustíveis no Paraná.

Uma delas permitiu que caminhões carregados com gasolina, etanol e diesel sejam liberados aos poucos da central de distribuição de combustíveis de Londrina.

Conforme orientação do Ministério Público, até que o sistema seja normalizado, serão liberados R$ 100 de combustível por consumidor. Os carregamentos serão entregues inicialmente apenas em postos de bandeiras.

Liminares favoráveis foram concedidas também para Maringá, Cascavel e Guarapuava.

Em Foz do Iguaçu, caminhões estão sendo escoltados pela PRF até Cascavel para o abastecimento de combustíveis e gás. Em um dos postos, os produtos foram repostos na tarde de terça-feira.

Educação
Aulas continuam suspensas em escolas e universidades do Paraná devido à greve dos caminhoneiros.

Ceasas

Os compradores e vendedores de frutas, legumes e verduras das cinco Centrais de Abastecimento de Alimentos do Paraná (Ceasa-PR) praticamente desapareceram.

Na manhã desta quarta, o movimento era fraco na Ceasa de Curitiba.

De acordo com a central técnica, em média, por dia, eram comercializadas 4 mil toneladas de hortigranjeiros nas cinco unidades antes da paralisação dos caminhoneiros. Na terça-feira, apenas 10% desse total foi comercializado.

Cooperativas

A greve de caminhoneiros tem gerado prejuízo diário de R$ 200 milhões às cooperativas do Paraná, segundo o Sistema Ocepar, que representa o setor cooperativista.

Com a greve, frigoríficos, produtores de grãos e criadores de aves, peixes e suínos enfrentam dificuldade para escoar a produção, além de falta de insumos para manter as atividades, conforme o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken.

Fonte: G1 Paraná.

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