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Análise: com fluência, Atlético-MG expressa “idioma” de Sampaoli e alarga liderança do Brasileiro

Análise: com fluência, Atlético-MG expressa “idioma” de Sampaoli e alarga liderança do Brasileiro

Ao mesmo tempo em que Sampaoli se esforça para falar um “portunhol” pausado nas entrevistas coletivas – ainda que curtas, porém, objetivas -, o Atlético-MG também se expressa cada vez melhor em campo no idioma próprio que o treinador tenta implementar em cada jogador, e, consequentemente, num conjunto. O líder do Brasileiro proporciona o futebol mais atrativo do país. Soa como poesia.

No fim de semana que proporcionou o duelo Marcelo Bielsa x Pep Guardiola na Premier League, o Galo de Sampaoli, o time treinado por um integrante da mesma escola dos técnicos do Campeonato Inglês, demonstrou uma máxima fluência na proposta de jogo de seu comandante.

Outra vez, o Atlético saiu atrás do placar. Mas ficou inabalado, sem desespero e seguindo a linha tática traçada por Sampaoli. Pontas bem abertos, laterais que constroem jogadas, o camisa 9 recua, o armador penetra, o zagueiro encosta no meio de campo e a bola está toda hora na área adversária. Em 24 minutos, quatro gols marcados. Foram 21 finalizações na partida, a terceira melhor marca no torneio, sendo que a melhor são 30 chutes na derrota (!) contra o Botafogo. Já são 25 gols em 12 jogos, o melhor ataque da competição.

“Importante ficar calmo e estar todo o tempo defendendo o argumento mais válido que tem o time, que é o ataque” (Sampaoli)

 

A ofensividade do Atlético é um poder capaz de virar jogos – foi assim contra Corinthians e Atlético-GO. Por outro lado, há a missão de tentar diminuir os gols sofridos. São quatro jogos seguidos sendo vazado. A defesa levou 14 gols, mais do que o vice Inter e o terceiro colocado Palmeiras.

Diante do Vasco, foi um erro de leitura de jogada do zagueiro Réver que proporcionou o gol adversário, que mais pareceu ter provocado a “fúria” do time, com a virada logo no primeiro tempo, e o controle da partida no segundo.

O Atlético corre riscos, mas tem uma ideia nobre de “aniquilar” os adversários, com ataques pelas pontas, infiltração dos meias na linha do centroavante e bombardeios. Fica nítida a impressão que é um time que não irá abaixar a guarda, algo que a torcida valoriza.

Após cada partida, o que não falta é a imagem de Sampaoli, que se tornou o símbolo do Atlético 2020, gritando com seus jogadores, não comemorando os gols de tão compenetrado em corrigir falhas, e pedindo que a equipe não perca tempo, ainda que haja três gols de vantagem no placar.

O líder, agora, irá sair de casa – onde está invicto com Sampaoli, tendo vencido todos os seis jogos do Brasileirão – e volta a colocar à prova o estilo de jogo ofensivo com o rival tendo o mando de campo. A próxima parada é o Fortaleza de Rogério Ceni, justamente um técnico que, um dia, foi “estagiário” de Sampaoli no Sevilla.

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